quinta-feira, 6 de março de 2008

3a. Experiência: Pizzicato Five Made in USA


Divertido!
Se tivesse que escolher uma, seria essa a palavra para definir esse cd.
Cinco japoneses fazendo música pop, cantando até em inglês só pode ser, no mínimo, divertido. E, às vezes, engraçado.
Desde o visual, até a seleção do repertório, esse álbum mostra um pouco da criatividade de um grupo que surgiu no Japão na década de 90, continua lançando discos por lá e, segundo o povo da MTV, "não estão nem aí pra nós".
E não fosse isso, o som é muito bom também. E as músicas em japonês...ah...são uma experiência super nova pra mim.

Minha amiga Ana disse que a música é perfeita para se ouvir em festinha de amigos. Não sei se isso é um elogio ou não, mas eu gostei da maioria das músicas do álbum. E colocaria, sim, em alguma festinha de amigos. rsrs
A música Twiggy Twyggy fez um puta sucesso, dizem, mas logo os caras sumiram da mídia ocidental. O fato é que no Japão, pelo menos, eles continuam bombando.
Ponto para mais escolha acertada!

quarta-feira, 5 de março de 2008

2a. Experiência - Erykah Badu - Mama's Gun



Caramba!
Olhei pra caixa e lá estava ela: logo abaixo do Terence. "Por que não?".
Fiquei curiosa pela capa. A estampa é de uma mulher de atitude.
Depois, fuçando aqui na net, descobri que Erykah "causou" no mundo da música com seus turbantes coloridos e os prêmios que conquistou logo no início da carreira. Até no cinema ela já se aventurou.
A moça lembra muito Billie Holiday. Guardadas as devidas proporções e minha total ousadia em propor essa comparação.
Mas, ok. Esse espaço, nem de longe, pretende ser um ponto final. Aliás, adoro interrogações e reticências...
Ouvi Erykah hoje o dia todo, enquanto buscava inspiração para criar algumas coisas. Confesso que não criei nada. Mas, fiz altas viagens...O que no fim das contas pode resultar em alguma coisa. Assim espero.
Achei o álbum "Mama's Gun" (clique e ouça) uma amostra deliciosa da soul music contemporânea.
Adorei algumas baladas como"In love with you" e "Orange moon".
Difícil ouvir e não pensar em muitas coisas com alguém bem especial ao lado, sabe? Acho que esse é o espírito desse disco: preliminares...

1a. Experiência: Terence Trent D'arby - Introducing the hardline (1987)


De cara, depois de sair com a minha "caixinha de presentes", esse foi o primeiro que fui saboreando no caminho para casa.
Por que esse? Sei lá... Ele ficou primeiro na pilha daqueles dos quais eu queria "uma palhinha" para decidir se levava ou não. E foi só ouvir a desenvoltura da voz de Terence na faixa "Sing your name" para ficar curiosa quanto ao restante do disco.
Depois, no carro, voltando pra casa, o clima "pra cima" desse álbum era tudo o que eu queria experimentar.
Nessa primeira audição, descobri que alguns de seus sucessos eu já conhecia, como "Wishing Well"(clique para ouvir) e "Dance little sister", por exemplo.
Segundo o antigo dono desse álbum, esse garoto fez um super sucesso nos anos 80. Acreditem, na semana de lançamento ele vendeu 2 milhões de cópias!
Atualmente, o cara mudou de nome. Agora atende por Sananda Maitreya - parece ser um nome budista. Seja como for, rompeu com a gravadora, criou o próprio site, o próprio selo e foi atrás da sua verdade. Ainda bem...
O disco dá uma vontade louca de dançar e celebrar a vida... acho que é esse o espírito! Até mesmo nas baladas, como "Sign your name" (clique para ouvir) - que aliás, tem uma letra linda -, o desejo é de acreditar que algumas coisas aindam valem à pena.

Por que 71 CDs?

71 foram os Cds que ganhei de presente de uma pessoa maravilhosa.
Com total desprendimento, esse cara resolveu "zipar" seus 1300 discos e depois do serviço completo, dá-los a algumas pessoas.
Detalhe: eu fui uma das privilegiadas.
É pena que, junto com os Cds, não tenham vindo as legendas que sempre acompanham a audição deles, quando se faz isso em companhia do seu antigo dono.
Sim, porque para cada um dessas raridades, ele tem sempre um comentário para definir rapidamente a obra. Sem que essa rapidez signifique redução de sentido.
Foi com base nesses precisos comentários e de algumas audições que, numa noite dessas, sentada no chão de sua casa com algumas caixas em volta, fiz a seleção dos discos que comporiam meu presente.
Um presente totalmente original, considerando que eu desconheço grande parte do conteúdo de quase todos eles.
Sim, porque até hoje, apesar de adorar música e de ter muitos cds, meu universo se restringe à produção brasileira contemporânea. Que eu adoro, é claro!
Nessa praia até dou umas boas braçadas...
Mas, saindo dessas águas, quase tudo me é estranho. Tudo é novidade.
Às vezes sei o nome da música, mas não conheço quem canta. Noutras, é exatamente o contrário: sei o nome da banda e não tenho idéia da música.
E há, ainda, os casos piores: em que eu acho que já ouvi a música, mas não sei nada sobre sua origem.
Por isso veio a idéia desse blog.
Pensei que ao ouvir esses CDs daqui do meu quase nulo conhecimento de inglês e de música internacional pudesse dividir com vocês meu encantamento, meu estranhamento, minha surpresa e, quem sabe, minha paixão pelas descobertas que essa aventura pode me trazer.
Se você é - como eu - um estranho nesse universo, sinta-se convidado à desbravá-lo comigo.
Se navega muito bem por essas praias, essa é uma ótima oportunidade para rever alguns clássicos e conhecer algumas novidades.
Bom, tudo pode ser pretexto para embarcar nessa viagem comigo. Duas coisas bastam: desejo pela aventura e gosto pela música.
E aí? Simbora?!